TRIBUTOS FEDERAIS:
RECEITA FEDERAL APERTA O CERCO CONTRA OS CONTRIBUINTES
Segue abaixo
algumas orientações a fim de evitar problemas com o Fisco.
1. O QUE SERÁ CRUZADO:
Todos devem começar a acertar a sua situação com o Leão, pois
neste ano o Fisco começa a cruzar mais informações, e no máximo em dois anos
estará cruzando praticamente tudo.
As
informações que envolvam CPF ou CNPJ serão cruzadas on-line com:
·DETRANS:
Registro de propriedade de veículos, motos, barcos, Jet-skis, etc;
·BANCOS:
cartões de credito, debito, aplicações, movimentações, financiamentos;
·EMPRESAS
EM GERAL: Além das operações já rastreadas (Folha de pagtos, FGTS, INSS, IRRF,
etc), passam a ser cruzadas as operações de compra e venda de mercadorias e
serviços em geral, incluídos os báscios (luz, água, telefone, saúde), bem como
os financiamentos em geral. Tudo através da Nota Fiscal Eletrônica. Tudo isso
nos âmbitos Municipal, Estadual e Federal, amarrando pessoa física e pessoa
jurídica através desses cruzamentos e podendo, ainda, fiscalizar os últimos 05
(cinco) anos.
2. MODERNIDADE DO
SISTEMA:
Este sistema é um dos mais modernos e eficientes já
construídos no mundo, e logo estará operando por inteiro. Só para se ter uma
idéia, as operações relacionadas com cartão de crédito e débito foram cruzadas
em um pequeno grupo de empresas varejistas no fim do ano passado, e a grande
maioria delas sofreram autuações enormes, pois as informações fornecidas pelas
operadoras de cartões ao fisco (que são obrigadas a entregar a movimentação),
não coincidiram com as declaradas pelos lojistas.
Este cruzamento das informações deve, em breve, se estender a
um numero muito maior de contribuintes, pois o resultado foi “muito lucrativo”
para o governo.
3. FOCO NAS EMPRESAS
SIMPLES:
Sua empresa é optante pelo simples nacional?
Veja esta curiosidade inquietante
·TRIBUTAÇÃO
PELO LUCRO REAL: Maioria das empresas de grande porte. Representam apenas 6%
das empresas no Brasil e são responsáveis por 85% de toda a arrecadação
nacional;
·TRIBUTAÇÃO
PELO LUCRO PRESUMIDO: Maioria das empresas de pequeno e médio porte. Representa
24% das empresas do Brasil e são responsáveis por 9% de toda a arrecadação
nacional;
·TRIBUTAÇÃO
PELO SIMPLES NACIONAL: 70% das empresas do Brasil e respondem por apenas 6% de
toda a arrecadação nacional. OU SEJA, é nas empresas do SIMPLES que o FISCO vai
focar seus esforços, pois é nela onde se concentra a maior parte da
informalidade, leia-se, sonegação!
4. INFORMALIDADE DEVERÁ
DIMINUIR:
Acredita-se que muito em breve, a pratica da informalidade
tende a diminuir muito! A recomendação é de que as empresas devem se esforçar
cada vez mais no sentido de ir acertando os detalhes que faltam para minimizar
problemas com o FISCO.
5. SUPERCOMPUTADOR
T-REX E SISTEMA HARPIA:
A Receita Federal passou a contar com o T-Rex, um
supercomputador que leva o nome do devastador Tiranossauro Rex, e o software
Harpia, ave de rapina mais poderosa do país, que teria até a capacidade de
aprender com o ‘comportamento’ dos contribuinte para detectar irregularidades.
O programa vai integrar as secretarias estaduais da Fazenda, instituições
financeiras, administradoras de cartões de crédito e os cartórios.
6. DIMOF:
Com fundamento na Lei Complementar nº 105/2001 e em outros
atos normativos, o órgão arrecadador – fiscalizador apressou-se em publicar a
IN-RBF nº 811/2008, criando a Declaração de Informações sobre Movimentação
Financeira (DIMOF), pela qual as instituições financeiras têm de informar a
movimentação de pessoas físicas, se a mesma superar a ínfima quantia de R$
5.000,00 no semestre, e das pessoas jurídicas, se a movimentação superar a
bagatela de R$ 10.000,00 no semestre. A primeira DIMOF foi apresentada em 15 de
dezembro de 2008.
7. DECLARAÇÃO DE
IMPOSTO DE RENDA JÁ PRONTA PELO FISCO PREVIAMENTE:
O acompanhamento e controle da vida fiscal dos indivíduos e
das empresas ficará tão aperfeiçoado que a Receita Federal passará a oferecer a
declaração de Imposto de renda já pronta, para validação do contribuinte, o que
poderá ocorrer já daqui a dois anos.
8. PRIMEIRA ETAPA JÁ
INICIADA EM 2008 - 37.000 CONTRIBUINTES:
Apenas para a primeira etapa da chamada Estratégia Nacional
de Atuação da Fiscalização da Receita Federal para o ano de 2008 foi estabelecida
a meta de fiscalização de 37 mil contribuintes, pessoas físicas e jurídicas,
selecionados com base em análise da CPMF, segundo publicado em órgãos da mídia
de grande circulação.
9. CRIAÇÃO DO SISTEMA
NACIONAL DE INFORMAÇÕES PATRIMONIAIS DO CONTRIBUINTE:
O projeto prevê também, a criação de um sistema nacional de
informações patrimoniais dos contribuintes, que poderia ser gerenciado pela
Receita Federal e integrado ao Banco Central, Detran, e outros órgãos.
10. PENHORA ON-LINE:
Para completar, já foi aprovado um instrumento de penhora on
line das contas correntes. Por força do Art 655-A, incorporado ao CPC pela Lei
nº 11.382/2006, poderá requerer ao Juiz a decretação instantânea, por meio
eletrônico, da indisponibilidade de dinheiro ou Bens do contribuinte submetido
a processo de execução fiscal.
11. REVISÃO DE
PROCEDIMENTOS E CONTROLES CONTÁBEIS:
Tendo em vista esse arsenal que vem sendo continuamente
reforçado para aumentar o poder dos órgãos fazendários, recomenda-se que o
contribuinte promova revisão dos procedimentos e controles contábeis e fiscais
praticados nos últimos 05(cinco) anos.
12. A RECEITA ESTÁ
TRABALHANDO MESMO:
Hoje a Receita Federal tem diversos meios (controles) para
acompanhar a movimentação financeira das pessoas. Além da DIMOF, temos a DIRPF,
DIRPJ, DACON, DCTF, DITR, DIRF, RAIS, DIMOB, etc, etc.....Ou seja, são várias
fontes de informações.
13. TESTE DO SISTEMA:
Esse sistema HARPIA, já estava em teste há 02 anos, e agora
está trabalhando pra valer. Com a entrada em vigor da nota fiscal eletrônica e
do SPED, que começou pra valer o ano passado (2009), é que a situação vai
piorar, ou melhor, melhorar a arrecadação. A partir de agora todos devem ter
controle de todos os gastos no ano e verificar se os rendimentos ou outras
fontes são suficientes pra comprovar os pagamentos, além das demais
preocupações, como lançar corretamente as receitas, bens , etc.